28 maio 2006

A Sibila

As mulheres de Agustina são as mulheres verdadeiras, as que cedem tudo, até o direito de passagem, as que (aparentemente) sucumbem ao poder omnipresente dos seus homens – e no entanto movem os cordelinhos todos do Poder. Agustina, a Sibila, como deve rir-se, por dentro, de tudo isto, sabendo que aos homens fica destinada apenas a ilusão de que mandam – vociferando ordens que, cabisbaixas, as mulheres acabam por cumprir desordenando, sem eles saberem, a ordem dos factores, o lugar dos talheres, os rios dos mapas.

1 Comments:

Blogger Pitucha said...

Cheguei até aqui e gostei do que vi.
Vou voltar.

5:02 da tarde  

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