27 maio 2006

Borges

Umberto Eco, em «O Nome da Rosa», chamou Jorge ao bibliotecário cego do convento, guardião dos livros e dos segredos do mundo. Como reagiu Jorge Luis Borges? Com ódio? Com um sorriso?

Pouco importa se o autor de «O Livro de Areia» morreu virgem, se esgaramanteava a laustríbia à pala das colaboradoras e co-autoras, se as pinava em segredo ocultando da mamã e do mundo os vestígios seminais nas cuecas. Esta é a verdadeira, única questão: Jorge Luis Borges reviu-se no Jorge de «O Nome da Rosa»? Sorriu por instantes ao adivinhar no tom de leitura de Maria Kodama um profundo despeito? Ficou fodido? Amuou? Adorou?

Isto é o que realmente interessa saber. O resto nem é literatura.

1 Comments:

Blogger mariajoni said...

Caro jc nao venho comentar nada escrito por si no seu blog. Quero agradecer-lhe por ter ido directo ao assunto no que toca ao seu comentario e crítica do meu texto no meu blog. Tirou-me as dúvidas q tinha em relação a algumas palavras (a questão do "ficámos" e outras) e melhor, recomendou-me uma leitura do Francisco, é uma sugestão q espero em breve pôr em prática.
O texto q escrevi é lamechas e sim, tem muita adjectivação (pensava eu que o melhor seria ocupar as frases a ver se o texto ficava maior... e esqueci-me que quantidade nao equivale a qualidade). Muito obrigada pelas suas dicas, vou melhorar! Melhores cumprimentos.

4:48 da tarde  

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